Percussionista e baterista carioca de Realengo, Robertinho Silva aprendeu a tocar por conta própria e, aos 15 anos, já trabalhava profissionalmente em bailes, estudando pelo método de Gene Krupa.

Em 1969 conheceu Milton Nascimento, com quem tocou por 25 anos.

Ao mesmo tempo que fazia uma carreira de sucesso ao lado de Milton e ficava sendo conhecido como um integrante da banda desse artista, pela sonoridade percussiva que dava aos Lps “Clube da Esquina”, Robertinho fez outros trabalhos, como sua participação na Banda Impacto 8, liderada pelo trombonista Raul de Souza.

No ano de 1970, Robertinho integrou o conjunto Som Imaginário ao lado de Wagner Tiso, Luiz Alves e outros, trabalho que revolucionou a música instrumental no Brasil, assim como o acompanhamento de grandes intérpretes.

Tornou-se um dos percussionistas mais requisitados da MPB, tocando ao lado de João Donato, Gilberto Gil, Toninho Horta, Gal Costa, João Bosco, Chico Buarque, Nana Caymmi, Monica Salmaso, Guilherme Vergueiro e outros célebres.

De 1974 a 1978 viveu nos Estados Unidos, onde tocou com Wayne Shorter, Sarah Vaughan, George Duke, Moacyr Santos, Airto Moreira, Flora Purim, Egberto Gismonti e Ron Carter

Em 1981 lançou seu primeiro disco, pela série MPBC “Música Popular Brasileira Contemporânea”, pela Philips; em 1984 “Bateria” pelo selo Carmo; em 1991 “Bodas de Prata” pela Sony Music”, relançado no Japão em 91 e em 95 nos EUA com o título “Speak no Evil” dedicado ao saxofonista Wayne Shorter e “Shot on goal” pelo selo Miles Stone (Fantasy) em 1995.

Montou com seus filhos Ronaldo, Vanderlei, Pablo e Tiago Silva, todos bateristas e percussionistas, o conjunto “Família Silva”, o qual proporcionou o encontro memorável entre Milton e Wayne Shorter.

Robertinho hoje se dedica à pesquisa dos ritmos regionais do Brasil e a diversos trabalhos através dos quais transmite o conhecimento da sua arte, ministrando aulas ou tocando em shows próprios ou de outros grandes artistas.

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