Há 11 anos, o cerrado jazz cria encontros que ficam na memória.
Quantos desses momentos você já viveu com a gente?

Nos dias 9 e 10 de outubro, o Cerrado Jazz Festival ocupa o Estacionamento da CAIXA Cultural Brasília com dois dias de música, encontros e programação gratuita. Em sua 11ª edição, o festival celebra uma trajetória iniciada em 2015, marcada pelo desejo de aproximar a música das pessoas, ocupar a cidade e transformar espaços públicos em lugares de convivência, pertencimento e acesso à cultura. Em 2026, o pianista, arranjador, compositor e produtor César Camargo Mariano é o grande homenageado de uma edição que reúne diferentes gerações e caminhos da música brasileira, com shows de Sandra de Sá, Metá Metá, Tatiana Parra & Vardan Ovsepian, Claudia Castelo Branco Trio convida Pablo Fagundes e Adil Silva Orquestra Noneto.

Memória, permanência e esperança atravessam a edição deste ano. Ao celebrar o caminho já percorrido, o Cerrado Jazz reafirma a música como espaço de encontro e a arte como direito, sem deixar de olhar para o futuro e imaginar os próximos capítulos dessa história. A homenagem a César Camargo Mariano simboliza esse diálogo entre tempos: dono de uma trajetória que atravessa décadas da música brasileira e marcada por parcerias com nomes como Elis Regina, Tom Jobim, Chico Buarque, Ivan Lins, Gal Costa e João Bosco, o artista é também uma referência fundamental para a música instrumental brasileira.

Para além dos shows, o Cerrado Jazz propõe uma experiência de convivência e formação. A programação inclui mais uma edição do Cerradinho Jazz, voltado para crianças e famílias, workshops que aproximam artistas, estudantes, músicos e público, além de feira criativa e gastronomia. A proposta é convidar o público a chegar, circular, permanecer e encontrar — fazendo do festival não apenas um espaço para ouvir música, mas um lugar para viver a cidade e celebrar os encontros que a cultura torna possíveis.

MANIFESTO CERRADO
JAZZ FESTIVAL 2026

Há onze anos, a gente insiste.

Na música. Nos encontros. Na cidade ocupada por gente. Na arte como direito e no espaço público como lugar de pertencimento.

Talvez fazer um festival gratuito seja também um pouco de teimosia.

A teimosia de acreditar que a cultura precisa estar ao alcance de todos.

Que todas as pessoas podem dividir o mesmo chão, ouvir a mesma música, dançar juntas e, por algumas horas, sentir que aquele lugar também é seu.

É continuar acreditando na utopia, mesmo quando ela parece distante. É escolher a esperança. 

É acreditar que a música pode transformar um território, aproximar pessoas e mudar, ainda que por algumas horas, a forma como habitamos a cidade. Acreditar na música que atravessa gerações. 

Seguimos porque acreditamos na beleza dos encontros, na força da arte e naquilo que construímos juntos e na esperança que resiste. 

Seguimos porque ainda somos capazes de sonhar.

De guardar um país no coração.

Há coisas que o tempo não apaga.

Há sonhos dos quais a gente não desiste.

É guardar a memória para poder imaginar o futuro. É reconhecer os caminhos que nos trouxeram até aqui e, ainda assim, ter coragem de inventar outros.

São 11 anos de estrada e sete edições escolhendo permanecer. 

Resistindo. 

Inventando caminhos. 

Criando encontros e defendendo uma cidade mais viva, diversa, acessível e humana.

Porque continuar também é um ato de amor.

E nós continuamos.

Com a mesma teimosia.

Com a mesma esperança.

Porque enquanto houver música, haverá encontro.

Enquanto houver encontro, haverá pertencimento.

E enquanto houver arte ocupando a cidade, haverá sempre alguma coisa dentro de nós dizendo:

vale a pena continuar acreditando.

CERRADO JAZZ 2026 ❤️

PROGRAMAÇÃO MUSICAL

9 DE OUTUBRO
SEXTA FEIRA

10 DE OUTUBRO
SÁBADO

Feira criativa e gastronomia

Durante os dois dias, o festival contará com uma Feira Criativa e Gastronômica, reunindo expositores diversos
e oferecendo uma variedade de produtos, que vão de discos de vinil a roupas, artesanato e bijuterias

CONHEÇA OS ARTISTA

PELA PRIMEIRA VEZ NO BRASIL

Tatiana Parra &
Vardan Ovsepian

Com mais de uma década de parceria artística, a cantora brasileira Tatiana Parra e o pianista e compositor armênio Vardan Ovsepian desenvolveram uma linguagem própria a partir do encontro entre música brasileira, jazz, tradição clássica e música armênia. Ao longo de quatro álbuns, premiações e apresentações internacionais, exploram interpretação, improvisação, composição e interação entre voz e piano. Em sua primeira performance no Brasil, apresentam repertório de The Flight of the Hidden Heart, gravado em janeiro de 2026, em Los Angeles, além de trabalhos dos discos Lighthouse, Hand in Hand e Triptych.

Sandra de Sá

Cantora, compositora e instrumentista, Sandra de Sá é uma das vozes mais marcantes da música brasileira. Referência da black music nacional, construiu uma carreira que transita entre soul, funk, samba e MPB e atravessa mais de quatro décadas. Sua presença no Cerrado Jazz celebra a força da música negra brasileira e amplia o encontro entre diferentes gerações, estilos e públicos que marca a edição.

César Camargo Mariano

Pianista, arranjador, compositor e produtor, César Camargo Mariano é um dos artistas mais influentes da música brasileira. Ao longo de uma extensa carreira, trabalhou com nomes como Elis Regina, Tom Jobim, Chico Buarque, Gal Costa, Ivan Lins e João Bosco e deixou sua marca em alguns dos trabalhos referenciais da MPB, entre eles Elis & Tom. Homenageado do Cerrado Jazz 2026, representa uma trajetória que atravessa gerações e ajudou a moldar a música instrumental brasileira.

Metá Metá

Formado por Juçara Marçal, Kiko Dinucci e Thiago França, o Metá Metá é um dos grupos de destaque da música brasileira contemporânea. O trio construiu uma linguagem própria a partir do encontro entre referências afro-brasileiras, jazz, rock e experimentação. Com uma sonoridade potente e autoral, o grupo ocupa um lugar singular na cena independente e na produção musical brasileira das últimas décadas.

Adil Silva Noneto

Natural de Pernambuco e radicado em Brasília, Adil Silva é trombonista, compositor, arranjador e produtor musical. Formado em Trombone pela Universidade Federal de Goiás e em Arranjo pela Escola de Música de Brasília, construiu uma trajetória entre orquestras, big bands e projetos de música instrumental. No Cerrado Jazz 2026, apresenta-se em formato de Noneto, ampliando as possibilidades de arranjo e sonoridade de um repertório que transita pelo choro, bossa nova, jazz e música instrumental contemporânea.

Claudia Castelo Branco Trio convida Pablo Fagundes

Pianista, compositora e cantora, Claudia Castelo Branco apresenta o projeto Piano Brasileiro, resultado de uma pesquisa de 20 anos sobre as raízes e os ritmos da música brasileira. Ao lado de Diego Zangado, na bateria e percussão, e João Faria, no contrabaixo, recebe o harmonicista, compositor e professor brasiliense Pablo Fagundes, que soma mais de duas décadas de carreira e 11 discos gravados. O encontro aproxima a sonoridade orquestral e percussiva do piano da harmônica de Pablo em um repertório aberto à improvisação, ao choro, jazz, blues e diferentes vertentes da música brasileira.

WORKSHOPS E ENCONTROS

RÁDIO CERRADO JAZZ

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